VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE DE VITÓRIA REAVALIA SITUAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES ACOLHIDOS EM ABRIGOS
SILVIA GONÇALVES - da redação do TJES
A Vara da Infância e da Juventude de Vitória realizou durante todo o dia de hoje, 27/7, audiências concentradas no Centro de Vivência, em Maruípe, para analisar a situação de crianças e de adolescentes que vivem em abrigos. As audiências de reavaliação acontecem em todo o Brasil a partir de hoje, data de início da mobilização nacional das Varas da Infância e da Juventude.
As audiências são realizadas pelos juízes das Varas da Infância e tem a participação de pais ou responsáveis, Defensoria Pública, Ministério Público, Conselho Tutelar, entre outros profissionais envolvidos.
O coordenador da mobilização no Espírito Santo, o juiz Paulo Roberto Luppi, destacou que as audiências analisaram a possibilidade de reintegração das crianças às famílias. Nos casos em que a reintegração não foi possível foram apreciadas as medidas de colocação em família substituta, sob a modalidade jurídica de guarda ou adoção.
O magistrado destaca que a realização das audiências é uma medida eficaz para a redução do tempo de permanência das crianças em instituições acolhedoras. "A internação em abrigos deve ser uma alternativa temporária, por isso são necessárias medidas efetivas e práticas como a realização das audiências concentradas", frisa o magistrado.
Além de Vitória, as demais Comarcas do Estado também vão promover as audiências concentradas. Seguindo recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a maioria das ações programadas vão acontecer nos próprios abrigos. "É importante que magistrados e servidores conheçam de perto a situação das instituições de abrigo", destaca Paulo Roberto Luppi.
A realização de audiências concentradas está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Segundo informações do site do CNJ, o objetivo da mobilização nacional é traçar um diagnóstico da situação dos jovens abrigados, verificar quantas crianças estão nessas instituições e identificar as unidades de acolhimento existentes no país. O Conselho Nacional de Justiça estabeleceu o prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos em todo o País.
LBM 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
ESSAS CRIANÇAS SÓ ESTÃO EM ABRIGOS A TANTO TEMPO DEVIDO A TANTA "BURROCRACIA" QUE EXISTE NO BRASIL. AS MEDIDAS DEVERIAM SER MAIS SIMPLES QUE FACILITARIAM A INSERÇÃO DESSAS CRINÇAS EM SEIO FAMILIAR ESTÁVEL, QUE IRIA GARANTIR A ELES MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA, MAS ENQUANTO AS NOSSA LEIS FOREM DESCRITAS, ESCRITAS E INTERPRETADAS POR "BURROS" CONTINUAREMOS SENDO PAÍS DE 4º MUNDO...COM CRIANÇAS SEM EDUCAÇÃO, SAUDE E NENHUMA PERSPECTIVA DE VIDA.
liane slobodian... 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
Espero que com essa medida do CNJ essas crianças cheguem logo às suas famílias substitutas. Essa semana em Almirante Tamandarè (PR), o lar das crianas pegou fogo e morreram uma cuidadora e uma criança de 1 ano. Quem sabe, o destino dessa criança não poderia ter sido diferente, em uma família que a adotasse.
Dúvidas Jurídicas?
Entre em contato
Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2301392/audiencias-concentradas-em-vitoria