PRIMEIRA VARA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE DA SERRA PROMOVE AUDIÊNCIAS CONCENTRADAS EM INSTITUIÇÕES DE ACOLHIMENTO
SILVIA GONÇALVES - da Serra
Magistrados, servidores, assistentes sociais e conselheiros tutelares se mobilizaram, durante todo o dia de hoje (2/8), para a realização de audiências concentradas para analisar a situação de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento do município da Serra. A ação foi realizada na Casa de Acolhimento "Lar semente de amor" e faz a parte das atividades da mobilização nacional das Varas da Infância e da Juventude.
Durantes as audiências, a titular da Primeira Vara da Infância e da Juventude da Serra, a juíza Gladys Pinheiro, analisou a possibilidade de reintegração das crianças às famílias. Nos casos em que a reintegração não foi possível, foram apreciadas as medidas de colocação em família substituta, sob a modalidade de guarda ou adoção. As audiências tiveram a participação de pais, da Defensoria Pública, do Ministério Público, do Conselho Tutelar e de representantes do Poder Executivo. "Penso que é muito importante a realização de audiências nas instituições de acolhimento porque o Judiciário tem que conhecer e fiscalizar essas instituições. Outro ponto positivo é que as audiências envolveram toda a rede de proteção à criança, que são os Conselhos Tutelares, o Poder Executivo e o Ministério Público", destacou a juíza Gladys.
As audiências concentradas prosseguem durante toda a semana no município da Serra. Os mutirões serão realizados sempre em uma instituição de acolhimento. A previsão é de que sejam analisados mais de 80 processos.
Na semana passada, a Vara da Infância e da Juventude de Vitória também promoveu audiências concentradas nas instituições de acolhimento. A realização das audiências nos abrigos é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dentro do Movimento pela Mobilização Nacional nas Varas da Infância. O objetivo da mobilização nacional é traçar um diagnóstico da situação dos jovens abrigados, verificar quantas crianças estão nessas instituições e identificar as unidades de acolhimento existentes no país. O Conselho Nacional de Justiça estabeleceu o prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos em todo o país. No Espírito Santo, segundo a coordenação do projeto, a expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em 45 dias.
LBM 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
ESSAS CRIANÇAS SÓ ESTÃO EM ABRIGOS A TANTO TEMPO DEVIDO A TANTA "BURROCRACIA" QUE EXISTE NO BRASIL. AS MEDIDAS DEVERIAM SER MAIS SIMPLES QUE FACILITARIAM A INSERÇÃO DESSAS CRINÇAS EM SEIO FAMILIAR ESTÁVEL, QUE IRIA GARANTIR A ELES MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA, MAS ENQUANTO AS NOSSA LEIS FOREM DESCRITAS, ESCRITAS E INTERPRETADAS POR "BURROS" CONTINUAREMOS SENDO PAÍS DE 4º MUNDO...COM CRIANÇAS SEM EDUCAÇÃO, SAUDE E NENHUMA PERSPECTIVA DE VIDA.
liane slobodian... 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
Espero que com essa medida do CNJ essas crianças cheguem logo às suas famílias substitutas. Essa semana em Almirante Tamandarè (PR), o lar das crianas pegou fogo e morreram uma cuidadora e uma criança de 1 ano. Quem sabe, o destino dessa criança não poderia ter sido diferente, em uma família que a adotasse.
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